Ricardo Chaves dá show de música e resiliência no primeiro dia do Siará Tech Summit

  • 08/10/2026
(Foto: Reprodução)
O palestrante se apresentou no primeiro dia de Siará Tech Summit Sebrae/CE No primeiro dia do Siará Tech Summit, nesta quarta-feira (7), o cantor, músico, compositor e administrador de empresas Ricardo Chaves contou um pouco da própria história e deu uma verdadeira lição de vida e resiliência para quem empreende, está iniciando a carreira ou desenvolvendo novas ideias e projetos. Ao relembrar momentos marcantes de sua trajetória, unindo narrativa e música, o baiano ressaltou a importância de acreditar nas próprias ideias, persistir diante das dificuldades e estar atento às oportunidades que podem surgir, independentemente do mercado em que se está inserido. Durante a palestra, Chaves voltou ao início da própria relação com a música e com o Carnaval de Salvador. Ainda adolescente, acompanhava os trios elétricos nas ruas e viu de perto artistas que ajudavam a transformar a cena musical baiana. Anos depois, mesmo sem planejar uma carreira sobre os trios, recebeu o convite de um amigo para cantar em uma banda. “Naquele momento, o Carnaval entrou de vez na minha vida. Precisamos aproveitar as oportunidades que aparecem nas nossas vidas”, contou. A apresentação alternou essas memórias com músicas que marcaram diferentes etapas da carreira. Entre elas, “Minha Pequena Eva”, cuja história serviu justamente para reforçar a importância de observar o que acontece ao redor e enxergar possibilidades onde outros ainda não haviam percebido. Chaves contou que conhecia a canção, originalmente italiana e já regravada no Brasil, mas se perguntava por que ninguém a havia levado aos trios elétricos de Salvador. A aposta resultou em um dos sucessos de sua trajetória. “Na vida a gente precisa aproveitar oportunidades e estar atento ao que acontece do nosso lado”, afirmou. A construção da carreira, no entanto, esteve longe de ser uma sequência de acertos. Formado em 1985, em Administração de Empresas pela EAEB (Escola de Administração de Empresas da Bahia), Chaves vivenciou a transformação da música baiana em um momento em que a indústria fonográfica começava a olhar com mais atenção para os artistas dos trios elétricos. Ao receber uma oportunidade para gravar, precisou enfrentar inclusive restrições relacionadas ao nome do bloco do qual fazia parte naquele momento. Ainda assim, decidiu seguir adiante. “Eu não poderia deixar passar aquela oportunidade”, lembrou. O resultado veio com uma música que alcançou a liderança nos rankings das rádios de Salvador e com o lançamento do primeiro disco solo. Para o artista, as negativas recebidas ao longo do caminho tornaram ainda mais importante a confiança no próprio trabalho. “A gente precisa sempre acreditar no que está fazendo e no que acredita. Eu recebi muitos ‘nãos’ até conseguir chegar onde estou.” Esse mesmo princípio apareceu em outros episódios narrados durante a palestra. Em determinado momento, Chaves contou que apresentou aos gerentes do grupo no qual cantava uma composição criada por amigos do Bloco Olodum a partir da maneira como enxergavam o Bloco Eva passando pelas ruas. A música não foi bem recebida pelos dirigentes, mas o artista continuou acreditando no trabalho que vinha desenvolvendo. Mesmo após deixar o bloco, seguiu produzindo e acompanhando as mudanças pelas quais passava o Carnaval brasileiro. Foi nesse processo que novas oportunidades surgiram e que ele construiu uma relação duradoura com a cidade de Fortaleza. Ao relembrar uma de suas primeiras apresentações na cidade contou que os organizadores do evento chegaram a procurá-lo preocupados com a baixa venda de ingressos e com a possibilidade de não conseguirem pagar seu cachê. Chaves decidiu manter a apresentação. “Eu disse que não se preocupassem e que pagassem o que conseguissem. Eu sabia que iríamos fazer uma linda festa.” Nas duas semanas seguintes, os ingressos acabaram vendidos, dando início, segundo ele, a uma história de longa relação com o público cearense. Ao percorrer diferentes momentos da carreira, o cantor também falou sobre a necessidade de reconhecer as transformações do mercado sem abandonar aquilo que dá sentido à própria trajetória. Para ele, inovação não significa simplesmente romper com tudo que veio antes, mas compreender as mudanças e encontrar maneiras de seguir relevante sem perder a própria identidade. “Eu nunca sei o que vai acontecer. Se eu não acreditasse no que me move, por exemplo, o Sebrae não teria me convidado para estar aqui”, afirmou. Na mensagem final, Chaves emocionou a plateia ao relacionar essa experiência ao ambiente de inovação e empreendedorismo do Siará Tech Summit, destacando o histórico de sucesso e trabalho contínuo do Sebrae na construção de um ecossistema de inovação. Para o artista, projetos construídos apenas em busca de resultados imediatos tendem também a desaparecer rapidamente. Ele reforçou a necessidade de se acompanhar o avanço de novas tecnologias, mas alertou para a importância das relações humanas e das motivações construídas ao longo do caminho. “Usem as redes sociais, porque não podemos desconsiderar a inovação. Mas continuem buscando na memória de vocês as coisas que fizeram vocês chegarem até aqui, porque essa motivação é o que vai fazer vocês seguirem inspirando as pessoas ao redor de vocês”, concluiu. Acesse o site oficial do Siará Tech Summit para saber mais sobre o evento.

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/especial-publicitario/sebrae-ceara/inovacao-e-negocios/noticia/2026/10/08/ricardo-chaves-da-show-de-musica-e-resiliencia-no-primeiro-dia-do-siara-tech-summit.ghtml


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