Quem é o ex-vereador Ceará preso por latrocínio contra idoso no Piauí
20/04/2026
(Foto: Reprodução) Quem é o ex-vereador do Ceará preso por participar de latrocínio no Piauí
O ex-vereador por Tianguá Juliano Magalhães Coelho, conhecido como "Juliano Importados", foi preso na tarde desta segunda-feira (20), suspeito de latrocínio contra um idoso de 77 anos. O crime ocorreu no início de abril deste ano, no estado do Piauí.
Juliano é acusado de latrocínio contra um idoso do Piauí. A vítima estava interessada em um veículo do empresário. Dias antes do crime, ele chegou a gravar um vídeo com a vítima. Nesta segunda-feira (20), a Polícia piauiense cumpriu mandados de busca e apreensão, além de prisão, no Ceará.
"O homem saiu de lá foi cedo e amanheceu o dia aqui e vai levando sua F4-1000, 2009, tudo concluído com sucesso. [...] Que você seja muito feliz, que Deus lhe abençoe e seja fruto de muitas coisas boas que esse carro traga para você", disse Juliano Magalhães no vídeo em que mostrava a aquisição do cliente.
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A prisão de Juliano ocorreu em uma chácara localizada no sítio Riachinho, em uma área de difícil acesso, no meio do mato, no município de Tianguá.
O pai do ex-vereador também foi capturado. A polícia cumpriu outros três mandados de prisão relacionados ao latrocínio de suspeitos que não tiveram as identidades informadas.
Quem é Juliano Importados
Ex-vereador de Tianguá (CE), Juliano Magalhães Coelho (à esq.) e Sebastião Fernandes Coelho, pai do ex-vereador (à dir.)
Reprodução
Juliano, de 43 anos, exerceu o mandado como vereador entre 2021 e 2024. Ele tentou a reeleição, mas ficou entre os suplentes. Além da carreira política, ele é empresário do ramo de veículos de carga e tem uma loja de tecnologia no centro da cidade.
No perfil de Juliano na página dos vereadores da cidade, ele se descreve como um homem íntegro, humano e humilde que gosta de ajudar ao próximo. Além disso, ele se afirma que é "trabalhador, desempenhado, que busca oferecer o seu melhor em tudo que faz".
Juliano também é acusado de incitar o suicídio da própria mulher, em agosto de 2024. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que "o processo está aguardando a data da audiência de instrução, momento em que réu e testemunhas serão ouvidos para produção de provas".
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"Após a conclusão dos trabalhos e a apresentação das alegações finais, a justiça estadual proferirá a sentença, decidindo pela condenação ou absolvição do réu", completou o TJCE.
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que o inquérito relacionado à investigação foi finalizado e remetido ao Judiciário em 25 de junho de 2025.
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Montagem/g1
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a vítima do latrocínio no Piauí foi identificada como Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, o "Totonho". Ele sofreu um infarto durante a ação violenta.
Antônio Pereira foi abordado por dois homens que chegaram a sua casa de motocicleta, na localidade Ponto Belo, zona rural do município de Batalha (PI), com o pretexto de negociar madeira.
Após serem conduzidos até um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, subtraíram um cofre contendo cerca de R$ 500 mil.
O idoso foi encontrado desacordado, com marcas de violência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto, provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa, o que caracteriza o crime de latrocínio.
Além do cofre com dinheiro, os suspeitos fugiram levando o caminhão que Antônio havia comprado a Juliano Magalhães. No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110.
Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas lojas do ex-vereador Juliano Magalhães.
Reprodução
Crime premeditado
As investigações da Polícia Civil do Piauí apontaram que o crime contra o idoso foi premeditado e com divisões de tarefas entre os suspeitos.
Juliano e o pai Sebastião Fernandes teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima. Enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto.
"A investigação também revelou o uso de diferentes veículos para a execução da ação e a fuga, incluindo o transporte da motocicleta utilizada no crime, o que reforça a atuação coordenada do grupo criminoso", divulgou a polícia.
A pasta informou ainda que os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, ocasião em que tiveram acesso ao galpão e visualizaram o cofre, o que indica premeditação.
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