Quem é a influenciadora cearense que denunciou agressão por transfobia em bar no Maranhão
10/08/2026
(Foto: Reprodução) Influenciadora denuncia agressão por transfobia em bar no MA
A influenciadora digital Lea Reis, que denunciou ter sido vítima de transfobia após ter sido agredida por uma mulher em um bar no Maranhão, é natural de Iracema, no interior do Ceará, e possui mais de 310 mil seguidores nas redes sociais. Neste sábado (8), ela estava na cidade de Balsas quando foi atacada.
Lea Chaves Gomes Reis, de 29 anos, é uma mulher trans e compartilha sua rotina nas redes sociais, mostrando fotos e vídeos em eventos e viagens, além de brincadeiras e momentos de desconcentração com amigos e familiares.
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Após sair de Iracema, no interior do Ceará, ela se mudou para o estado de São Paulo. No perfil das redes sociais, ela também costuma falar sobre episódios de transfobia praticados por mulheres e também por grupos de mulheres trans.
Em março deste ano, ela publicou um vídeo em que falava sobre comentários negativos feitos por mulheres.
“Eu vejo alguns comentários de algumas mulheres nos meus posts, sempre tentando me colocar pra baixo. ‘Ai, você nunca vai ser mulher, você não nasceu biologicamente mulher, nunca vai ser uma de nós’. Gente, eu sei, tá? Eu não nasci biologicamente mulher, isso não me invalida”, declarou.
Influenciadora cearense Lea Reis denunciou ter sofrido transfobia neste sábado (8), em um bar no interior do Maranhão.
Reprodução
Em janeiro deste ano, Lea perdeu o irmão, que foi assassinado aos 33 anos. Leonardo Chaves da Silva foi baleado ao parar a motocicleta em uma rua de Iracema, no Ceará, para usar o celular. Ele foi atacado por um homem em outra moto, que disparou mais de 20 vezes contra ele.
Denúncia de transfobia
Neste domingo (9), Lea Reis divulgou vídeo afirmando ter sido vítima de transfobia em um bar de Balsas, no sul do Maranhão. No relato, a influenciadora aparece abalada e disse que levou socos no rosto sem entender o motivo da agressão.
Ela estava na cidade para participar do casamento de uma amiga. Após o evento, ela foi até o bar onde o episódio aconteceu. A mulher apontada como autora afirma que reagiu após uma suposta importunação sexual, mas a delegada diz que essa versão não procede.
"Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida", disse.
No vídeo, a influenciadora mostra a roupa que usava naquela noite e relata que foi abordada de forma repentina pela mulher. Segundo Lea, ela levou dois socos na boca e, logo depois, percebeu que estava sangrando. A influenciadora afirmou ainda que suas mãos também ficaram ensanguentadas e que pessoas que estavam no bar se aproximaram para ajudá-la.
Lea disse, ainda, que não conhecia a mulher envolvida na agressão nem as pessoas que estavam com ela. Ela pediu que o caso fosse esclarecido pelas autoridades e registrou boletim de ocorrência no domingo (9).
Influenciadora denuncia agressão por transfobia em bar no Maranhão
Reprodução/Redes Sociais
Apontada como autora das agressões, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou outra versão e afirmou, por meio de nota, que reagiu após ela e o marido terem sido vítimas de importunação sexual.
Em entrevista à TV Mirante, a delegada Ana Marisa Barbat afirmou, no entanto, que as imagens de segurança analisadas pela polícia não mostram interação prévia que sustente essa versão.
“Esse fato não procede. Isso não é verdade. As imagens são muito claras e revelam exatamente o contrário: que a vítima não provocou, não teve nenhuma manifestação prévia que desse ensejo ou motivasse aquela que seria uma reação à agressão".
Segundo a delegada, as imagens confirmam a agressão física, mas ainda não há elementos suficientes para determinar se ela foi motivada por transfobia.
“Até o momento, com os elementos informativos colhidos, não é possível definir se houve transfobia ou não por parte da autora das lesões. Ainda não é possível identificar. A investigação seguirá com o delegado responsável, que vai apurar os fatos para verificar se houve ou não transfobia", disse a delegada.
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